terça-feira, 9 de março de 2010

Ricardo Schöpke ministra oficina e encena espetáculos de animação de títeres bunrakus japoneses

A oficina e as quatro apresentações do espetáculo acontecem de hoje (terça-feira, 9) até domingo (14), durante a Mostra Infantil do IV Festival BNB das Artes Cênicas, nos três Centros Culturais Banco do Nordeste (CCBNBs-Sousa, Cariri e Fortaleza)

FORTALEZA, 09.03.2010 – A Cia. Boto-Vermelho, do Rio de Janeiro, fará quatro apresentações gratuitas do espetáculo de animação de títeres bunrakus japoneses, intitulado “Ah, cambaxirra, se eu pudesse”, com texto de Ana Maria Machado e adaptação e direção de Ricardo Schöpke, durante a Mostra Infantil do IV Festival BNB das Artes Cênicas, nos três Centros Culturais Banco do Nordeste: no CCBNB-Sousa (rua Cel. José Gomes de Sá, 07 – Centro – fone: (83) 3522.2980), no alto sertão paraibano, nesta sexta-feira, 12, às 15h30; no CCBNB-Cariri (rua São Pedro, 337 – Centro – fone: (88) 3512.2855), em Juazeiro do Norte, região sul do Ceará, no sábado, 13, às 15 horas; e no CCBNB-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108), no domingo, 14, às 15 horas e 17 horas.

Cambaxirra - RJ - Mostra Infantil

Diretor artístico da Cia. Boto-Vermelho, o teuto-brasileiro Ricardo Schöpke é também ator, encenador, diretor de arte e desenhista de luz, além de crítico de teatro infantil e juvenil do Jornal do Brasil (RJ). “O foco do trabalho da Companhia é o folclore brasileiro e textos da dramaturgia alemã”, destaca.

“Ah, cambaxirra, se eu pudesse” é um espetáculo de animação de títeres (marionetes, fantoches) que conta – por meio de uma opereta entrecortada por um violoncelo tocado ao vivo – a história de uma ave, a cambaxirra, que está construindo um ninho na mais bonita árvore da floresta de uma cidade europeia do século XVIII e é surpreendida pela presença de um caçador que pretende derrubar a árvore. Para não deixar que isso aconteça, terá que lutar com muita persistência contra as forças do imperador.

Cambaxirra - RJ - Mostra Infantil


Oficina de manipulação de títeres bunrakus japoneses

Além de encenar e dirigir o espetáculo infantil “Ah, cambaxirra, se eu pudesse”, Ricardo Schöpke ministra, dentro da programação do IV Festival BNB das Artes Cênicas, a oficina de formação artística “A manipulação de títeres bunrakus japoneses”, no auditório do CCBNB-Fortaleza (3º andar), de hoje (terça-feira, 9) até quinta-feira, 11, com carga horária de 16 horas-aula (dias 9 e 10, de 13h às 18h; e dia 11, de 13h às 19h).

A oficina apresenta um painel teórico e didático sobre a milenar técnica japonesa de títeres Bunrakus, e as formas de atuação e releituras no cenário teatral brasileiro. O objetivo da oficina é abordar de maneira prática todo o processo de construção de uma personagem títere e todo o universo a ser explorado na técnica bunraku, onde três atores manipuladores são necessários para dar vida a um títere.

Um fica encarregado pela cabeça e braço esquerdo, o outro pela cintura e mão direita, e o terceiro pelas pernas e pés. Um minucioso trabalho de equipe, que requer muita harmonia, grande concentração, rigor técnico e precisão cirúrgica.

Na oficina, serão utilizados os títeres construídos especialmente para o espetáculo “Ah, cambaxirra, se eu pudesse”, pelo renomado diretor e manipulador Miguel Velhinho, do Grupo Sobrevento e da Cia. Pequod.

Informações:

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - FORTALEZA
Rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - Fortaleza - Ceará - CEP: 60025-130
Fone (85) 3464.3108 - Fax (85) 3464.3177

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - CARIRI
Rua São Pedro, 337 - Centro – Juazeiro do Norte - Ceará - CEP: 63010-010
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - SOUSA
Rua Cel. José Gomes de Sá, 07 - Centro - Sousa - Paraíba - CEP: 58800-050
Fone (83) 3522.2980 - Fax (83) 3522.2926

Site: www.bnb.gov.br/cultura

Link para baixar a programação do IV Festival BNB das Artes Cênicas:
http://www.filesavr.com/programaodoccbnbmaro  

HISTÓRIA DA ESCOLA MONSENHOR VICENTE BEZERRA

Por Luiz Domingos de Luna
 
ESCOLA MONSENHOR VICENTE BEZERRA

A NOSSA HISTÓRIA.

      
 O mais antigo estabelecimento de Ensino desta cidade, teve como origem o nome: Escolas Reunidas da Vila Aurora, sendo comprovada a existência da mesma com o livro de frequência dos alunos. Havia na cidade  pequenas escolas como: A Escola de Nazaré Brigida, Joanita Campos, que funcionavam em um salão na Rua Santos Dumont. Existiam também as escolas das senhoras Dalila Quezado, Maria Bernadete de Sá da Silveira e Adilia Oliveira Lôbo que funcionavam nos sobrados da Antiga CNEC e outras na Sociedade Beneficente Aurorense com o nome de escola Beneficente e na praça da estação recebendo o nome de Escola Elementar Noturna. 

No decorrer dos anos de 1927 à 1933 essas escolas foram fiscalizadas por: José Alves de Figueiredo Filho, Moreira de Sousa, Pe. Vicente Augusto Bezerra, José Militão de Albuquerque. A primeira diretora das escolas reunidas foi: Adilia Oliveira Lôbo no período de 01 de fevereiro de 1934  á  06 de maio de 1955.  Em 1944 José Leite Gonçalves e Romão Barreto Sabiá, doaram um terreno ao Estado no bairro Araçá para a  construção do futuro prédio escolar.

De 1946 à 1948 foi construído o prédio do Estado, onde fora transferida todas as escolas reunidas de Aurora.

Em 15 de março de 1956 foi assinado o ato do Governador, transformando Escolas reunidas de Aurora a categoria de Grupo Escolar. Onde foi homenageado o vigário da paróquia Monsenhor Vicente Bezerra, ficando o mesmo como Patrono da Escola, passando a Escola a ser chamada: Grupo Escolar Monsenhor Vicente Bezerra. Conforme Diário Oficial de 17 de março de 1956. Tendo como Diretora a professora Maria Laisce Gonçalves Quezado Santos.

               Em 17 de outubro de 1975 passou de Grupo Escolar para Escola de 1º Grau Monsenhor Vicente Bezerra, a mesma foi transformada através de decreto: 11493, DO de 30/10/1975. Tendo como diretoras as Professoras: Maria Laisce Gonçalves Quezado Santos, Maria Tavares Leite Gonçalves, Ivanilde Leite Gonçalves, Maria Gorete Belém de Macêdo Freire, Maria Aurineide Fernandes Peixoto e voltando novamente Maria  Tavares Leite Gonçalves.

               Neste período a escola trabalhou com a série do Pré-escolar, ensino fundamental de 1ª a 8ª série e o Telensino

Em 1996 a escola recebe a denominação de Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra, conforme decreto Nº 24.153 de 17 julho de 1996. Tendo como Diretoras: Maria Tavares Leite Gonçalves e Maria Irenilde Barbosa Leite. 

Neste período a escola trabalhou as seguintes modalidades de ensino: CICLO – SALA DE ACELERAÇÃO – TELENSINO – CURSO CIENTÍFICO, EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, TEMPO AVANÇAR FUNDAMENTAL E MÉDIO.

A avaliação diagnostica dos alunos, aplicada nesta unidade escolar, está pautada na orientação da Seduc e normatização  do Conselho de Educação do Ceará.

O princípio norteador deste educandário está baseada numa escola livre e democrática com a participação ativa do Núcleo Gestor, Professores, Funcionários, Alunos, Conselho Escolar, Grêmio Estudantil e principalmente com a introdução participativa da Família, com todo este elenco, nos propicia a sonhar e sobretudo realizar um ensino de qualidade.

A gestão está atenada aos princípios norteadores de liberdade, igualdade, acesso, sucesso e permanência dos alunos. 

Uma escola que atravessou décadas de ensino que conviveu com todos os regimes de governo, experimentou todas as tendências pedagógicas e que forjou homens que brilham no cenário nacional e que completa 82 anos de existência chega ao novo milênio revigorada por algumas ações desenvolvidas no seu dia-a-dia que nos credencia a dividir com as demais escolas a nossa história de vida e de lutas em prol de um ensino de qualidade.

Atualmente a escola conta com um universo de 816 alunos, assim distribuídos nos três turnos: 329 alunos do ensino fundamental, 487 alunos do ensino médio e a modalidade normal, 28 professores, sendo 09 efetivos e 19 temporários, 07 funcionários administrativos, 02 auxiliares de serviços gerais, 01 terceirizado, 01 diretor geral e 01 coordenador escolar.

A escola trabalha com o ensino fundamental maior, ensino médio e o curso normal profissionalizante para aluno ingresso do ensino fundamental e do pós-médio.

A escola tem na sua estrutura física, sala da diretoria, secretaria, cantina, banheiros masculino e feminino, sala de multimeios, laboratório de informática, laboratório de ciências, sala dos professores e 07 salas de aulas funcionando nos três turnos; além de um pátio coberto e um descoberto.

A escola trabalha em parceria com a secretaria de Educação Municipal, esta sobre a jurisdição da CREDE 20 e da SEDUC. Recebe recursos do FUNDEF, FUNDEB PNAE, PROJETO ALVORADA E FNDE.

Os Indicadores do ano de 2008:

A escola trabalha projetos elaborados no conjunto de professores priorizando as datas comemorativas, como dia das mães, pais, estudantes e professores, na área de linguagem e códigos, trabalha os clássicos da nossa literatura, trabalha também O OSCAR DA APERENDIZAGEM, que é um projeto que valoriza a aprendizagem dos alunos no final de ano que atingiram nota igual e superior a 9,0 em todas as disciplinas a premiação se da com a participação dos pais e convidados, na ocasião os alunos recebem comenda e medalhas de honra a mérito. Outro projeto é o conselho escolar que se reúnem a cada bimestre para diagnosticar os avanços e dificuldade na aprendizagem dos alunos. Este ano a escola participou da avaliação do PISA ( Programme for International Student Assessment) que é um Programa Internacional de Avaliação de Alunos, que envolve mais de 65 países participantes, além da participação na OBMEP   ( Olimpíada Brasileira de Matemática ), do SPACE, da PROVA BRASIL e do ENEM.

Apesar da escola esta situada no bairro mais carente da cidade e ser composta por pessoas simples e humilde verificam-se uma participação efetiva da família na escola e do Conselho Escolar. A escola serve como farol para toda a comunidade e é com orgulho que ela ( comunidade diz ) faço parte da família monsenhor.

Este ano a escola tem como núcleo gestor a diretora: professora Francisca Edvania Tavares, coordenadora escolar: a professora Fátima Pereira da Silva e secretaria Francisca Auristela Fernandes França. Tendo como um dos objetivos alavencar ainda mais o seu quadro de professores oferecendo-os cursos de capacitações tanto na área pedagógica como disciplinar; e ainda, apresentar mais projetos que envolvam mais a participação do aluno, como por exemplo: o Projeto Festa na Roça, o Soletrando, Xadrez, o Oscar da Aprendizagem, a Rádio, etc.

 

sexta-feira, 5 de março de 2010

II Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Superior

TEMA CENTRAL

“Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Superior para o Desenvolvimento Sustentável do Ceará”

APRESENTAÇÃO
A II Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Superior para o Desenvolvimento Sustentável do Ceará (II CECTI&ES) é uma iniciativa do Governo do Estado do Ceará, realizada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior – SECITECE.
Composta de quatro Conferências Regionais nos municípios de Sobral, Limoeiro do Norte, Crato e Tauá e de uma Estadual em Fortaleza, o evento dará continuidade e aprofundará as discussões da I Conferência, realizada em 2007.
Este evento tem importância peculiar, pois deverá subsidiar a IV Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação – IV CNCTI - a ser realizada no período de 26 a 28 de maio de 2010. Haverá destaque na área de Educação Superior como contribuição para a Conferência Nacional de Educação – CONAE.
O relatório final da Conferência, contendo recomendações para uma Política Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Superior será encaminhado para apreciação do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia, presidido pelo Governador Cid Gomes.

REFERÊNCIAS
A II CECTI&ES terá como referenciais: a avaliação das recomendações e desdobramentos da I CECTI&ES, os “Colóquios” sobre Educação Superior, realizados pela SECITECE, o processo de Avaliação das Universidades Estaduais, finalizado recentemente, bem como, o Plano de Ação 2007-2010 do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Adicionalmente ainda serão considerados a Carta da Indústria, elaborada no 4º Encontro Nacional da Indústria, os resultados da Semana Nacional de CT&I, realizada em outubro de 2009, os resultados da Lei Estadual de Inovação e do Workshop sobre Inovação, Conhecimento e Competitividade, que ocorreu em junho de 2009.
Em todo o processo serão observados os Princípios, Diretrizes e Objetivos Estratégicos do Governo Estadual para uma Política de Ciência, Tecnologia e Inovação, constantes no Plano Plurianual 2008-2011.

OBJETIVO GERAL
Elaborar diretrizes para a consolidação de um Sistema Estadual de CECTI&ES que promova a efetiva articulação entre a Educação Superior de Qualidade, as Instituições de Ciência e Tecnologia e a cooperação entre as três esferas do Poder Público e o Setor Privado, consolidando uma Política Estadual com vistas ao desenvolvimento sustentável.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Subsidiar uma Política Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Superior.
- Apresentar contribuições para a IV CNCTI, através da Conferência Regional de CTI-NE.
- Contribuir pontualmente na área de Educação Superior para CONAE 2010.

PÚBLICO ALVO

Instituições governamentais e não-governamentais; instituições de Ensino Superior (gestores, professores, estudantes e servidores); instituições de Ciência e Tecnologia, empresários; parlamentares e gestores municipais.

METODOLOGIA

A Conferência Estadual será precedida de Conferências Regionais que deverão agrupar nos Municípios Sedes (Sobral, Limoeiro do Norte, Crato e Tauá) outros municípios considerando a distância física e o número de Instituições de CT&I e de Educação Superior.
As Conferências Regionais, sempre que possível, serão transmitidas através de vídeo conferência e terão 6 (seis) horas de duração.
Em cada Conferência Regional haverá um Painel apresentado pelo Secretário Estadual de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, acompanhado por representantes da região, que apresentarão comentários sobre os 3 (três) temas centrais da II CECTI&ES.
Após essas apresentações os Grupos de Trabalhos reunir-se-ão para discussão e posterior apresentação de contribuições dentro dos temas centrais para incorporação no Documento Final.
A Conferência Estadual acontecerá em dois dias e oferecerá subsídios para a definição de uma Política Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Superior; apresentação de indicações para IV CNCTI; e contribuições pontuais para área de Educação Superior.

EIXOS TEMÁTICOS

A temática das reuniões seguirá os seguintes eixos:

- CTI e Educação Superior para o Desenvolvimento Social
- Inovação nas Empresas e Formação Empreendedora
- PD&I em Áreas Estratégicas

COMO PARTICIPAR

A participação nas Conferências Regionais será para pessoas vinculadas, preferencialmente, às instituições de Ensino Superior e a instituições que atuem nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação em municípios da área de abrangência de cada uma das Conferências Regionais.
Cada Conferência Regional disponibilizará 150 vagas, que poderão ser preenchidas mediante inscrição no site da SECITECE a ser validada pela Comissão Executiva. Em cada uma das Conferências Regionais serão escolhidos 40 (quarenta) representantes para a Conferência Estadual.
Participarão do evento integrantes do Conselho Estadual de CT&I, SECITECE, Uece, UVA, Urca, UFC,  IFCE, Unifor e demais instituições de Educação Superior, além da Funcap, Funceme, Nutec, Centec, Embrapa, BNB, Fiec, Faec, Fecomércio, Sebrae, dentre outras.

INSCRIÇÕES - Clique aqui!


INFORMAÇÕES

Telefone: (85) 3101-6466
E-mail: sct@sct.ce.gov.br

CRONOGRAMA


Data Atividade Local Municípios Participantes
10/03/2010 1ª Conferência Regional Limoeiro do Norte
(FAFIDAM/UECE  - Av. Dom Aureliano Matos, 2058)
Alto Santo, Aracati, Banabuiú, Caridade, Choró, Deputado Irapuan Pinheiro, Ereré, Fortim, General Sampaio, Ibaretama, Ibicuitinga, Icapuí, Iracema, Itaiçaba, Jaguaretama, Jaguaribara, Jaguaribe, Jaguaruana, Limoeiro do Norte, Madalena, Milhã, Mombaça, Morada Nova, Palhano Paramoti, Pereiro, Potiretama, Quixadá, Quixeramobim, Quixeré, Russas, São João do Jaguaribe, Senador Pompeu, Solonópole, Tabuleiro do Norte.
17/03/2010 2ª Conferência Regional Crato
(URCA - Rua Cel. Antônio Luiz, 1161, Pimenta)
Abaiara, Acopiara, Altaneira, Antonina do Norte, Araripe, Assaré, Aurora, Baixio, Barbalha, Barro, Brejo Santo, Campos Sales, Caririaçu, Cariús, Catarina, Cedro, Crato, Farias Brito, Granjeiro, Icó, Iguatu, Ipaumirim, Jardim, Jati, Juazeiro do Norte, Jucás, Lavras da Mangabeira, Mauriti, Milagres, Missão Velha, Nova Olinda, Orós, Penaforte, Porteiras, Potengi, Quixelô, Saboeiro, Salitre, Santana do Cariri, Tarrafas, Tauá, Umari, Várzea Alegre.
 24/03/2010 3ª Conferência Regional  Tauá
(Parque da Cidade - Rua Themistocles Lins Fialho, s/n)
Aiuaba, Arneiroz, Boa Viagem, Crateús, Independência, Novo Oriente, Parambu, Pedra Branca, Piquet Carneiro, Quiterianópolis e Tauá.
 31/03/2010 4ª Conferência Regional Sobral
(Centro de Convenções de Sobral - Rua Visconde de Sabóia, 300, Junco)
Acaraú, Alcântara, Ararendá, Barroquinha, Bela Cruz, Camocim, Canindé, Cariré, Carnaubal, Catunda, Chaval, Coreaú, Croatá, Cruz, Forquilha, Frecheirinha, Graça, Granja, Groaíras, Guaraciaba do Norte, Hidrolândia, Ibiapina, Ipaporanga, Ipú, Irauçuba, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Marco, Martinópole, Massapê, Meruoca, Miraíma, Monsenhor Tabosa, Moraújo, Morrinhos, Mucambo, Nova Russas, Pacujá, Pires Ferreira, Poranga, Reriutaba, Santa Quitéria, Santana do Acaraú, São Benedito, Senador Sá, Sobral, Tamboril, Tianguá, Ubajara, Uruoca, Varjota, Viçosa do Ceará.
08 e 09/04/2010 Conferência Estadual Fortaleza Acarape, Amontada, Apuiarés, Aquiraz, Aracoiaba, Aratuba, Barreira, Baturité, Beberibe, Capistrano, Cascavel, Caucaia, Chorozinho, Eusébio, Fortaleza Guaiúba, Guaramiranga, Horizonte, Itaitinga, Itapajé, Itapipoca, Itapiúna, Itatira, Maracanaú, Maranguape, Mulungu, Ocara, Pacajus, Pacatuba, Pacoti, Palmácia, Paracuru, Paraipaba, Pentecoste, Pindoretama, Redenção, São Gonçalo do Amarante, São Luís do Curu, Tejuçuoca, Trairi, Tururu, Umirim, Uruburetama.

Fonte: Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece)
http://www.sct.ce.gov.br

quinta-feira, 4 de março de 2010

Abertura do IV Festival BNB das Artes Cênicas abrange 18 espetáculos gratuitos em três cidades

FORTALEZA, 04.03.2010 – A abertura do IV Festival BNB das Artes Cênicas abrange a realização de um total de 18 espetáculos gratuitos em três cidades (nove espetáculos em Fortaleza; quatro em Juazeiro do Norte, no Cariri, região sul do Ceará; e cinco em Sousa, no alto sertão paraibano), no próximo sábado, 6, no período de 09h30 às 21h30.

Em Fortaleza, a programação começa às 09h30, na Praça da Ferreira, situada no coração da cidade, com a apresentação de três grupos cênico-musicais: Afoxé Acabaca, de Fortaleza; Coco do Iguape, da praia do Iguape (CE); e Reisado de Couro, de Barbalha, município caririense. Da Praça do Ferreira, os três grupos seguem em cortejo pelas ruas até o Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108).

O grupo Afoxé Acabaca se propõe a ser mais um componente na diversidade cultural cearense. A manifestação acontece como um cortejo afrodescendente jejê-nagô, tradicionalmente em desfile carnavalesco. Sua plasticidade ritmada por ágeis mãos negras entoam mantras afros com seus alabês, em três tipos de atabaques: o Rum, o Rumpi e o Lé. Os ritmos são acompanhados por xequerês e agogôs e também pela dança, em Ijexá de cadência marcante.

O Coco do Iguape é um grupo de cultura popular tradicional, natural da praia do Iguape (CE), que difunde o “coco de praia” – manifestação rítmica que inclui música e dança. O tocador faz a marcação num caixote de madeira onde ele fica sentado, onde uns cantam e outros entram na roda para dançar uns após os outros. A vestimenta imita a roupa dos pescadores, com chapéus de palha, calça e blusa tingidos pela casca do cajueiro. O grupo já existe há mais de um século.

Por sua vez, o Reisado de Couro é originário do sítio Barro Vermelho, em Barbalha, formado por familiares e tendo à frente José Pedro, conhecido como Mestre Zé Gonçalo, que começou sua atividade há 50 anos. Hoje, aos 80 anos, é o mais antigo integrante do grupo, atualmente com 15 integrantes. A tradição vem da época em que a atividade de maior importância do sertão cearense era a pecuária. A matança do boi é o enredo de toda a história, feita em versos de improviso de caráter engraçado e acompanhado por dança e música.

As Prosopopéias de Cassimiro Coco

Ao meio-dia, no saguão térreo do CCBNB-Fortaleza, a Cia. Camarim de Teatro, de Maranguape (CE), apresenta “As prosopopéias de Cassimiro Coco”. Extraído a partir de contos da tradição oral, o espetáculo apresenta de forma lúdica e divertida as gaiatices e molecagens de Cassimiro Coco, um nordestino esperto que de porta em porta consegue engabelar uma cangaceira valente, um delegado incompetente e moças no caritó, aprontando muito mais que João Grilo, Mateus e Pedro Malasarte. Direção e cenografia de Davidson Caldas.

No período da tarde, a partir das 15h30, no cineteatro do CCBNB-Fortaleza (2º andar), tem início a Mostra de Esquetes (encenações rápidas), com a apresentação de três grupos fortalezenses: Cia. Fulô de Talvim, com “Sou fria sofria Sofia”; grupo Cambada, com “[Sem] meio termo”; e o Projeto Cada Falso, com “Mundo cão – tentativa de canicídio”.

Livre inspiração em “Os Desastres de Sofia”, de Clarice Lispector, SOU FRIA SOFRIA SOFIA é levado ao palco, deixando o tom de literatura do texto para enquadrar-se num mundo de ações que o teatro instiga. Em um ambiente de reminiscências da personagem, Sofia é cercada de antagonismos. No entanto, isso é uma armadura para disfarçar a sua maior desilusão, a perda do grande amor. Uma narrativa que nos conduz a um só sentimento: a inquietude de querer e não ter. Direção: Ciel Carvalho.

Sem Meio Termo - CE - Mostra de Esquetes

[SEM] MEIO TERMO, por sua vez, traz para cena dois casais, intérpretes de um mesmo texto, porém com rumos completamente distintos. Falas iguais ganham sentidos diferentes pelo uso de subtextos antagônicos. O contraste entre os casais vão além da oposição dos desfechos entre suas histórias. Enquanto o primeiro tem uma interpretação naturalista, de poucos movimentos e com o foco principal no ato de “dizer”, o segundo transforma o corpo em um elemento que habita o extra-cotidiano. Direção: Andrei Bessa e Raquel Mendes. Classificação indicativa: 12 anos.

E o esquete “Mundo cão – tentativa de canicídio” busca enfatizar o desespero da personagem na tentativa – quase sempre falha – de se comunicar. Ao escolher um cachorro como cobaia, ele acaba por adentrar num labirinto de dúvidas e incertezas que o levam a se identificar com o mundo canino e a questionar sua própria humanidade. A tentativa de comunicação entre um homem e um cachorro. A falha, o ruído, o desnível. Atração e repulsa. Nossa personagem antropo-canina ladra, ladra, mas não morde. Direção: Washington Hemmes.

Às 17 horas, no saguão térreo do CCBNB-Fortaleza, será apresentado o espetáculo de dança “Cavalos 1200”, com o trio cearense Andréia Pires, Daniel Pizamiglio e Leonardo Mouramateus. Trata-se de uma ficção para aqueles que não conseguem ficar parados em um quarto, que adoram beijar com os lábios e são extremamente tristes e incrivelmente felizes. 1.200 pessoas em cena, 24 bailarinos por segundo, duas baixas, animais sacrificados por terem quebrado os membros. Se você quiser saber mais sobre a guerra ou sobre o amor, ligue para 85-8824.5869, ou para 85-8742.2334 ou ainda para 85-8756.5083.

Em Fortaleza, a programação de abertura do IV Festival BNB das Artes Cênicas se encerra, às 18h30, com a apresentação do espetáculo solo “Bravíssimo” – atuação, direção e dramaturgia do cearense Ricardo Guilherme, a partir de crônicas de Nelson Rodrigues. O texto compila e reelabora crônicas de Nelson Rodrigues – publicadas entre 1950 e 1970 – nas quais o escritor analisa arquétipos de identidade do povo brasileiro. A concepção cênica configura o discurso em duas personagens emblemáticas que encarnam maneiras diametralmente opostas de encarar o Brasil: a grã-fina das narinas de cadáver e a vizinha gorda e cheia de varizes. A primeira representa aqueles que menosprezam o Brasil e a segunda, os que acreditam na transfiguração do País. Classificação Indicativa: 14 anos.



Em Juazeiro do Norte, no Cariri

No Centro Cultural Banco do Nordeste-Cariri (rua São Pedro, 337 – Centro – fone: (88) 3512.2855), em Juazeiro do Norte, a programação começa às 15 horas do sábado, 6, com a Mostra Infantil, trazendo o espetáculo “Histórias para ouvidos pequenos”, apresentado pelo contador de histórias Zé Bocca, de Votorantim (SP). O artista apresenta contos tradicionais brasileiros repletos de brincadeiras, trava-línguas e mistérios, colhidos carinhosamente em seu vasto mundo da contação de histórias. Utilizando-se de objetos em cena, ele faz com que a imaginação aconteça através desse encontro com o universo infantil. Às 16h30, as professoras Gildenária Soares e Aparecida de Moura, de Sousa (PB), ministram a oficina “Artelhaços”, com a temática do palhaço.

Circo do Sopé - Crato

A partir das 18 horas, na Praça Padre Cícero, acontece a Mostra de Teatro de Rua, com a apresentação do espetáculo “Circo do Sopé”, pelo Circo-Escola Alegria, da Sociedade Cariri das Artes, do Crato (CE). O Circo do Sopé é a expressão do mundo alegre e multicolorido do circo, representado num precioso espetáculo de variedades, onde se destacam elementos simbólicos tradicionais como as artimanhas de palhaços equilibristas, os números aéreos em lira e tecido, além da destreza performática com malabares de fogo.

A Mostra prossegue às 19 horas com “A vingança do Finado Joaquim”, da Cia. Anjos da Alegria, também do Crato (CE). O espetáculo narra a estória do Finado Joaquim, um velho fazendeiro muito rico e já falecido há muitos anos, que deixou uma botija cheia de ouro escondida para que ninguém pudesse pegá-la, pois se alguém mexesse em sua botija ele iria amaldiçoar. Foi o que aconteceu com a Rosinha, que com o intuito de ficar rica e famosa, conseguiu pôr as mãos nessa botija e foi amaldiçoada pelo Finado Joaquim, que lhe jogou uma praga de passar o resto da vida com disenteria. Rosinha, não aguentando mais a terrível dor de barriga, procura a Dona Maricota, uma curandeira que tenta desfazer o catimbó do finado. Direção: Flávio Rocha.



Em Sousa, no alto sertão paraibano

No Centro Cultural Banco do Nordeste-Sousa (rua Cel. José Gomes de Sá, 07 – Centro – fone: (85) 3522.2980), a programação tem início às 14h30 do sábado, 6, com a exibição do filme infantil “Castelo Ra-tim-bum”, dentro da Sessão Curumim. Sinopse do filme: numa megametrópole, o aprendiz de feiticeiro Nino vive uma surpreendente aventura para salvar o castelo e seus tios Victor e Morgana da maldição da bruxa Losângela. Direção: Cao Hamburger.

A partir das 18 horas, três grupos paraibanos saem em cortejo da Praça da Matriz até chegar ao CCBNB-Sousa. São eles: grupo Imburana de Danças Populares, de João Pessoa, apresentando cocos e cirandas do Nordeste brasileiro; o Circo Cortejo, de Sousa; e o grupo CAISCA, de Campina Grande.

Grupo Imburana de Danças Populares - João Pessoa

O grupo Imburana, através da vivência direta dos integrantes com variados tipos de cocos de roda e cirandas do Nordeste, principalmente nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas, apresenta uma espécie de aula-espetáculo, onde o público interage diretamente com as danças apresentadas. Direção: Marcello Bulhões.

Por sua vez, o Circo Cortejo traz palhaços, pirofagistas, pernas-de-pau e outros artistas executando performances durante o trajeto do cortejo e literalmente arrastando o povo para o encontro com a arte e cultura, esquentando o clima do festival. Nada melhor que o circo como linguagem universal, para abraçar todas as formas e expressões artísticas, anunciando a chegada de um festival tão rico em sua diversidade de linguagens e cores. Direção: Manoel Paulo.

E O CAISCA apresenta as influências na formação de nossa cultura, fator importante para o conhecimento do nosso povo e de seus costumes. Além de suas características européias, a dança na Paraíba traz traços indígenas marcantes, oriunda principalmente do litoral do Estado, onde legou sua influência para o enriquecimento na formação cultural do povo paraibano, dando lhes características próprias. Direção: Alexandre Felizardo.

Encerrando a programação, a Cia. de Dança Terra Brasilis apresenta o espetáculo “Maya”, no cineteatro do CCBNB-Sousa, às 20h30. Maya é tudo que está sujeito à mudança e que, portanto, tem princípio e fim. É magia, fantasia, uma espécie de transe mental para impulsionar a humanidade a mudanças, levando a uma nova era, a era da mulher, da sensibilidade, profetizada pelos próprios maias, civilização indígena de várias regiões da América Latina. Maya pintor, que retrata um erotismo contagiante, formas sensualistas, a mulher ansiando pela chegada do amante em “O eterno amor”. Como também Maya pintura de Goya, a “Maya desnuda” e a “Maya vestida”, figuras de uma mesma mulher, transpassando sua própria intimidade. Direção: Rodrigo Araújo. Classificação Indicativa: 12 anos.

Informações:

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - FORTALEZA
Rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - Fortaleza - Ceará - CEP: 60025-130
Fone (85) 3464.3108 - Fax (85) 3464.3177

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Rua São Pedro, 337 - Centro – Juazeiro do Norte - Ceará - CEP: 63010-010
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

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Fone (83) 3522.2980 - Fax (83) 3522.2926

Site: www.bnb.gov.br/cultura

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http://www.filesavr.com/programaodoccbnbmaro 

terça-feira, 2 de março de 2010

Economia e vida (III): o espírito do capitalismo e a conversão

Por Jung Mo Sung *

No primeiro artigo desta série sobre "economia e vida", eu abordei a dimensão material da vida , no segundo, a dimensão teológica da economia . Completando a primeira parte (sobre as questões de fundo desta relação), eu quero propor neste artigo algumas reflexões sobre a dimensão espiritual da economia.

No passado, não tão distante, quando as pessoas se sentiam "impuras" ou, na linguagem mais contemporânea, deprimidas, iam às igrejas ou outros lugares sagrados para rezar ou participar de algum rito. A ida a um lugar sagrado e a participação em ritos sagrados lhes fazia sentir mais puras, mais fortes e dignas para enfrentar a vida. Hoje em dia as pessoas preferem ir a um Shopping Center fazer compras ou ver vitrines. E o mais interessante é que saem de lá com mais vigor e ânimo para viver. É como se o desejo de viver tivesse sido fortalecido. Não é à toa que a arquitetura dos shoppings tem muitos elementos que nos lembram templos e catedrais.

Esse pequeno exemplo nos mostra que há um tipo de experiência espiritual que acontece na vida cotidiana das pessoas através do mundo da economia. Essas experiências econômico-espiritual é tão marcante nos dias de hoje que, mesmo nas igrejas a questão do consumo tem uma presença muito forte. Isso não se dá somente na já bastante conhecida e criticada teologia da prosperidade - presente no mundo protestante, evangélico e católico - que ensina que a benção de Deus se manifesta através de ou garante a prosperidade econômica. Mas também em outras manifestações como o orgulho por causa de um padre ou pastor da sua igreja vender muitos CDs ou fazer muitos shows. Padres e pastores de sucesso (espiritual-econômico?) que costumam usar roupas e carros de marcas famosas e caras estão se tornando modelos para novos candidatos ao sacerdócio ou pastorado e também para jovens cristãos.

Com isso não estou querendo dizer que freqüentar um shopping ou comprar roupa de moda é viver a espiritualidade do mercado. Isso seria cair em outro extremo. O problema não está em comprar algo bom e bonito em um centro de compras (shopping center), mas em sentir-se mais digno e "puro" por causa disso. A questão espiritual não está no ato de comprar ou na mercadoria que compra, mas no sentido mais profundo que encontra e vive nessa experiência. O que esse tipo de experiência espiritual, que acontece em quase todas as partes do mundo hoje, mostra é que esta não é uma questão meramente individual, de algum erro moral ou espiritual de alguns indivíduos, mas tem raiz em uma transformação profunda que ocorreu no mundo moderno capitalista.

Max Weber sintetizou isso ao dizer que a obtenção de mais e mais dinheiro se tornou o supremo bem que norteia a vida no capitalismo. Antes, as pessoas trabalhavam e lidavam com as questões econômicas em função da satisfação das necessidades de viver (a dimensão material da vida). Agora, ganhar dinheiro passou a ser a finalidade última da vida. Hoje, com a cultura do consumo, consumir e ostentar o consumo passou a ser o sentido último da vida. Por isso, quando se sentem "perdidas", "impuras" ou "menos-gente", as pessoas vão aos shoppings. Elas não têm consciência do que estão fazendo; isto é, não sabem que estão indo às compras ou ver vitrines para realizar o sentido último das suas vidas. Elas são simplesmente levadas lá por uma força maior. Assim como o capitalista que busca cada vez mais dinheiro para ganhar mais dinheiro também não tem consciência de que faz isso movido pelo "espírito do capitalismo". Da mesma forma, o pobre que se sente como não-humano, sem dignidade, porque não é capaz de consumir o que a sociedade lhe exige para que lhe reconheça a sua dignidade.

Essa força espiritual - que Weber chamou corretamente de "espírito do capitalismo - que move hoje as pessoas e a sociedade para essa obsessão pelo consumo e por ganhar dinheiro sem fim é o que o Novo Testamento chama de poderes de destruição ou que Paulo chama de principados e potestades do mal.

As pessoas são compelidas a viver a espiritualidade do consumo ou do mercado porque estão imersas no espírito do capitalismo. Mesmo que carregam externamente símbolos espirituais cristãos ou de outras religiões mais tradicionais, muitos estão mergulhados e movidos pelo espírito do capitalismo.

Neste mundo, a conversão cristã, no nível pessoal, significa abrir os olhos para enxergar as mentiras dessa espiritualidade idolátrica (cf Jo 8,44) e perceber que os "shows da fé", por mais grandiosos que sejam, não expressam a fé de Jesus Cristo, assim como a dignidade humana não vem da riqueza ou das marcas caras e famosas. Significa também desejar encarnar o amor de Deus neste mundo, assumindo Jesus como nosso modelo de vida e de ser humano.

Só que sabemos que a conversão pessoal é necessária, mas não suficiente. Precisamos também que o "mundo" se converta"! E como isso é possível? (esse será o tema dos próximos artigos.)

* Professor de pós-graduação em Ciências da Religião

Fonte: Adital
http://www.adital.com.br

Câmara espera pressão de 4 mil agentes pela votação da PEC 300

Pautada para esta semana pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300/08, de autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), promete movimentar as dependências da Casa. A apreciação da matéria, que em suma atrela o salário inicial dos policias e bombeiros militares aos vencimentos de seus colegas do Distrito Federal (onde é pago o salário mais alto da classe), deve ser acompanhada por milhares de agentes diretamente interessados em sua aprovação. Afinal, na prática a PEC fixa o piso salarial único para a categoria.

Confira a íntegra da PEC 300/08

De acordo com informações obtidas pela reportagem, a Polícia Legislativa da Câmara espera a presença de mais de quatro mil policiais, que devem lotar as galerias do plenário e demais dependências da Casa. Os agentes já preparam um esquema especial de segurança, com direito a isolamento de algumas áreas e controle de entrada, para os dias em que a matéria estiver em discussão – polêmica, a proposta corre o risco de durar mais de um dia em debate no plenário.

A mobilização dos militares também promete ser intensa do lado de fora do Congresso, com a possibilidade de que 10 mil manifestantes ocupem a Esplanada dos Ministérios. Como este site adiantou no início de fevereiro, a reação será articulada de maneira a driblar a determinação constitucional que impede greve à categoria: policiais reclusos nos quartéis – o chamado aquartelamento; excesso de blitze nas principais cidades do país (operação padrão); sonegação de informações a jornalistas; campanha na internet e nas ruas contra deputados avessos à idéia de aprovação.

“Se os ajustes não forem a contento, não vamos aceitar. E, a partir daí, vamos definir uma ação, algum tipo de motivação que leve os deputados a atender à reivindicação da classe”, declarou o presidente dos Sargentos e Subtenentes da Polícia Militar do Espírito Santo, o primeiro-sargento Paulo Araújo de Oliveira, ao Congresso em Foco. Como ele pensam dezenas de entidades militares espalhadas pelo Brasil.

“Inconstitucional”

Mas alguns representantes dos militares na Câmara (Federal e Distrital) apontam inadequações jurídicas e práticas na PEC – embora façam questão de frisar que não são contra a proposta. É o caso do deputado distrital Cabo Patrício (PT), para quem a matéria, ao fixar valores para o piso, torna-se “inconstitucional”. “A PEC 300 estipula o valor para os reajustes, sendo que na Constituição inteira não existe valor determinado. Se fosse assim, [o Congresso] ficaria o ano inteiro aprovando reajustes.” Por meio de sua assessoria, ele diz ainda que, além disso, “a proposta não prevê de onde vai vir os recursos”.

Cabo Patrício acredita que a saída está na tramitação da PEC 446/09 (antiga PEC 41/08), que cria o piso salarial para os servidores policiais e remete a definição do novo valor a uma lei federal, a ser enviada pelo governo ao Congresso no prazo máximo de um ano, como determina a Constituição. O deputado acredita que essa PEC, apresentada pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e já aprovada no Senado, além de estar mais adiantada, preenche os requisitos de constitucionalidade exatamente por não fixar valores e por definir a fonte de custeio.

“Essa PEC também inclui policiais civis, atendendo por completo o sistema de segurança pública, e os pensionistas e inativos. Os bombeiros, por exemplo, pela atividade que desempenham, correm um risco muito grande de ficar inativos”, observa o deputado, que também é presidente da Associação Nacional dos Praças (Anaspra). Ele acrescenta que, ao perceber a incompletude da PEC 300, o deputado João Campos (PSDB-GO) pediu a inclusão dos policiais civis entre os beneficiados.

“Não adianta aprovar um texto que vai ser declarado inconstitucional”, costuma repetir Cabo Patrício.

A aprovação de uma proposta de emenda à Constituição não significa que o conteúdo de seu texto será aplicado imediatamente, sem que outro procedimento legislativo seja executado. Depois de sua eventual aprovação, a matéria ainda precisa ser regulamentada por lei ordinária em até um ano, tarefa que cabe à Casa Civil. É lá que, depois de consultas e análises técnicas, a lei é preparada de maneira que não sofra veto presidencial. Aliás, a própria PEC tem de prever a regulamentação da lei ordinária.

Desarticulação

Um observador da PEC 300 desde o início de sua apresentação confidenciou ao Congresso em Foco que o principal problema de sua tramitação – bem como a da PEC 446 – é a falta de articulação dos parlamentares representantes da categoria. Assessor parlamentar, ele diz que a matéria está enfraquecida justamente pela insuficiente mobilização parlamentar em torno de sua aprovação.

“Está faltando que os deputados federais que representam a classe se articulem dentro da Câmara. Não adianta ter milhares de militares pressionando lá fora e lá dentro os caras não tiverem acordado, sem haver acordo de líderes”, disse o assessor, que preferiu não se identificar.

Além disso, ele diz que os planos do governo em ano eleitoral são outros. “O Cândido Vacarezza [SP, líder do PT na Câmara] falou claramente: a prioridade do governo é só o pré-sal”, emendou, referindo-se ao conjunto de quatro projetos que nortearão a extração da riqueza mineral encontrada na costa litorânea brasileira.

Alcunhas

Os gastos extras definidos na PEC preocupam alguns governadores e parlamentares – como mostrou o Congresso em Foco, alguns viraram alvo da ira da categoria, ganhando apelidos nada agradáveis (leia mais). A proposição aumenta para R$ 4,5 mil o salário inicial dos praças e para R$ 9 mil o dos oficiais. Atualmente, a média nacional é de R$ 1.814,96. No Rio Grande do Sul, por exemplo, um PM em início de carreira recebe R$ 850 por mês, o menor valor praticado em todo o país.


Fonte: Congresso em Foco
http://congressoemfoco.ig.com.br
Link da notícia: http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=31992

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Lex Legal, o mais novo blog jurídico da Região do Cariri

       Chega nas ondas da internet o Lex Legal, um blog jurídico com a finalidade de abordar temas relevantes e contribuir com a construção de uma sociedade capaz de lutar e exigir seus direitos.

 

"É melhor tentar e falhar que preocupar-se e
ver a vida passar. É melhor tentar, ainda que
em vão, que sentar-se fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar que em dias
tristes me esconder. Prefiro ser feliz embora
louco, que em conformidade viver."
                     
Martin Luther King



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

IV Festival BNB das Artes Cênicas reunirá 190 eventos e apresentará 75 espetáculos em 12 mostras

FORTALEZA, 26.02.2010 – O Banco do Nordeste realiza o IV Festival BNB das Artes Cênicas, nos Centros Culturais Banco do Nordeste-Fortaleza, Cariri (em Juazeiro do Norte, região sul do Ceará) e Sousa (no alto sertão paraibano), no período de 02 a 30 de março, para marcar o Dia Mundial do Teatro (27 de março). Gratuita ao público, a programação do Festival abrange um total de 190 eventos durante esses 29 dias.

Os Fabulosos - RJ - Mostra Brasil

O IV Festival BNB das Artes Cênicas envolve um diversificado elenco de atividades orientadas para o exercício teatral. No Festival serão realizadas doze mostras cênicas (Brasil, Nordeste, Teatro de Rua, Infantil, de Dança, Ceará, Paraíba, Cariri, Alto Sertão, Primeiro Ato, de Esquetes e de Contos), compreendendo 75 espetáculos de companhias de oito estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia).

No final da última sessão de cada espetáculo das mostras Brasil, Nordeste, Dança, Ceará, Cariri, Alto Sertão e Primeiro Ato, o público poderá dialogar com os artistas sobre as peças apresentadas, o processo de criação e o fazer teatral.
Sobre Anjos e Grilos - RS - Mostra Brasil - foto Vilmar Carvalho

Dois eventos ganham destaque, no CCBNB-Fortaleza, pela participação especial de duas personalidades das artes cênicas brasileiras. Ricardo Guilherme – ator, dramaturgo e diretor cearense, formulador da teoria e do método do Teatro Radical Brasileiro, com uma teatrografia de mais de cem espetáculos realizados, completando quatro décadas de atividade este ano, numa trajetória nacional e internacional – concederá entrevista aberta, ao vivo, compartilhando com o público sua história de vida e trajetória artística, no programa Nomes do Nordeste. Também será lançado o segundo livro da coleção Diálogos Emergentes, fruto do Seminário Avançado de Arte com o tema geral “O Teatro em Diálogo com Outras Linguagens”, realizado pelo Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza, durante a terceira edição do Festival, em 2009.

Na programação deste ano, a Mostra Brasil traz espetáculos de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (um de cada um desses Estados). Prosseguem no roteiro do Festival as mostras Nordeste, Teatro de Rua, de Esquetes, de Contos, Infantil, Ceará, Cariri e Primeiro Ato – esta última destacando novos talentos, porém já com notável desenvoltura em termos de linguagem e encenação teatral.

A Mostra Nordeste abarca um total de 15 apresentações de oito peças teatrais de quatro estados da Região (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia). Por sua vez, a Mostra Teatro de Rua abrange 30 apresentações de 15 espetáculos cearenses, potiguares, paraibanos e paulista, que serão exibidos em praças, colégios, centros culturais e associações comunitárias de sete cidades do Ceará (Fortaleza, Juazeiro do Norte, Abaiara, Barbalha, Caririaçu, Potengi e Milagres) e um município paraibano (Sousa). E a Mostra de Esquetes traz oito encenações rápidas no decorrer do mês.

Multimídia e educativa, a programação do Festival abrange ainda a realização de dois cursos de apreciação de arte, cinco oficinas de formação artística e três oficinas de arte infantis; exibição de três filmes, na série “Cinema com Shakespeare”; apresentações cênico-musicais de manifestações da tradição cultural, no sul do Ceará; passeios culturais de trenzinho, visitando o Theatro José de Alencar e o Centro Histórico de Fortaleza, entre outras atividades.

Promotor do Festival, o BNB cumpre seu papel como principal órgão do Governo Federal para o desenvolvimento da Região Nordeste, na medida em que estimula toda a cadeia produtiva das artes cênicas, gerando emprego e renda no setor, criando novas oportunidades e promovendo a formação profissional de todos os que se dedicam à atividade teatral, além de oferecer visibilidade para novos artistas e possibilidade de acesso a outros eventos de caráter nacional.

Informações:

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - FORTALEZA
Rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - Fortaleza - Ceará - CEP: 60025-130
Fone (85) 3464.3108 - Fax (85) 3464.3177

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - CARIRI
Rua São Pedro, 337 - Centro – Juazeiro do Norte - Ceará - CEP: 63010-010
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE - SOUSA
Rua Cel. José Gomes de Sá, 07 - Centro - Sousa - Paraíba - CEP: 58800-050
Fone (83) 3522.2980 - Fax (83) 3522.2926

Site: www.bnb.gov.br/cultura

Link para baixar a programação do IV Festival BNB das Artes Cênicas:
http://www.filesavr.com/programaodoccbnbmaro

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL: DE PROTESTO À PROPOSTA

Por Polliana de Luna Barreto*


O 1° FSM nasceu da necessidade da sociedade civil e dos movimentos sociais se oporem à globalização que se intensificou no início deste século. O fortalecimento do neoliberalismo e de suas práticas levou milhares de pessoas a participarem da primeira edição, que se contrapunha ao Fórum Econômico que acontece anualmente em Davos.

O Fórum Social Mundial (FSM)- 10 Anos – Grande Porto Alegre, ocorrido entre os dias 25 e 29 de janeiro, reuniu 35 mil pessoas, em atividades espalhadas por sete cidades gaúchas, o evento contou com expressiva participação de jovens e mulheres. As temáticas que caminhavam na direção de "Outro mundo possível" incluíam debates relacionados à educação, meio ambiente, cultura, economia solidária, democracia, direitos humanos, dentre outras.O FSM se propõe a ser espaço para a reflexão e debate, acerca de saídas possíveis para a redução das desigualdades sociais através da construção de um novo modelo de sociedade.

Na edição de seus dez anos a tentativa foi, não só analisar os frutos do Fórum, mas, sair da fase de protesto para entrar numa fase de propostas. Neste sentido, o principal Seminário, que contou com as presenças de vários dos mais renomados propulsores do Fórum Social Mundial, teve como tema "Dez anos depois: desafios e propostas para outro mundo possível". Discutiram-se aí os elementos de uma nova agenda, que trouxe à tona temas como Bens Comuns, Bem-Viver e Sustentabilidade.

As crises que se instalam em vários países tendem a fundir-se, pois são processos que envolvem inclusive as questões ambientais. A falta de alimentos e de água potável já é uma realidade e se tornará maciça se o desenvolvimento não estiver alicerçado na sustentabilidade, sobre esse assunto, um dos pontos mais discutidos foi a Economia Solidária, defendida no painel intitulado "A Conjuntura Econômica Hoje" que contou com as presenças de David Harvey (City University of New York), Susan George (ATTAC) e Paul Singer (FEA_USP).

A mesa "Organização do Estado e Poder Político" mais uma vez se reportou à economia solidária, como um dos instrumentos para transformar a sociedade a partir da democratização da economia, para Nancy Neamtan – Chantier de l’Economie Sociale (Canadá) o caminho para um novo modelo econômico deve vincular o exercício do poder político com o exercício do econômico, a economia solidária, segundo ela, seria uma das formas para se alcançar esse objetivo. O indiano Prabir Purkayastha concordou com Nancy ao afirmar que existem dois tipos de crise no mundo hoje: a econômica e a política; e que a Economia Solidária seria um modelo a ser praticado na busca por uma lógica comercial diferente: "Talvez com a exceção da América Latina, no resto do mundo a esquerda não está avançando. Como podemos levar adiante um projeto pró-pessoas, vantajoso para todos? Como configurar o poder do Estado de forma diferente? Temos que redescobrir uma alternativa socialista. Que tipo de organização da economia e das instituições políticas queremos? A economia solidária pode ser parte da resposta", disse ele.

Ainda como propostas, a instituição de um governo nacional foi questão presente nas discussões, o mesmo deve funcionar sustentado em instituições internacionais, esse governo representaria as diversas partes do planeta. Nesse momento foi defendida uma reestruturação da ONU, que passasse a ser composta realmente pelas Nações do mundo inteiro e não por um número reduzido de membros, os quais nem sempre defendem as reais necessidades das nações pobres. O exemplo do Haíti foi apresentado para ilustrar como o estado não tem sido capaz de mitigar os efeitos da desestruturação daquele país, a ajuda humanitária tem sido dada em sua grande parte através de exércitos, que mesmo levando alimentos e água, tem em sua própria essência o sentido da violência, o que acaba massificando uma imagem de invasão e não de auxílio.

Além de propostas, essa mesa teve explanada na fala de Pablo Solón, embaixador da Bolívia na ONU e membro da Aliança Social Continental, a experiência da Bolívia em tentar construir um novo modelo de Estado, onde os excluídos façam parte do sistema, segundo ele mais que administrar o que existe é preciso recuperar os recursos naturais a fim de alcançar o Bem-Viver, que nada mais é do que compartilhar, já que tentar ser melhor que o outro tem um limite estabelecido pela própria natureza.

Em meio a tantas intervenções, a afirmação "Outro mundo é possível" nos chama atenção para um novo modo de encarar a globalização, num processo onde a competição dê lugar a cooperação entre as nações, visto que a globalização deve assumir dimensões como a valorização da diversidade cultural e étnica; o acesso universal aos direitos sociais e a compreensão de que o mundo terá um destino comum, portanto os esforços de todos os governos e movimentos devem confluir para a preservação da vida, através da igualdade de condições em todos os aspectos. Os países ricos não poderão suportar a pobreza absoluta do restante do mundo. O problema que enfrentamos não é a globalização como pensávamos num passado recente, mas os rumos que esse processo tem tomado, sedimentando o abismo entre nações pobres e ricas. Este é um momento oportuno para que sejam praticadas ações que visem à harmonia dos interesses de todos os povos, no intuito de que todos se beneficiem ao máximo dos recursos materiais e culturais do planeta, pois hoje somos capazes de admitir a derrocada do modelo econômico praticado hegemonicamente nas últimas décadas.

As críticas ao FSM são muitas, desde a fragilidade de seu caráter antipartidário; nesses dez anos, por exemplo, no Brasil, a esquerda chegou ao poder, Lula participou do primeiro Fórum como ativista e do último como Presidente da República, não seria essa a "fragilidade" a qual alguns tem se referido? É criticada ainda a própria organização do evento, já que as atividades têm sido descentralizadas. De qualquer forma é fato que nos últimos dez anos a crise do neoliberalismo é evidente, testemunhamos o atual modelo econômico dando sinais de desgaste, cada vez mais percebemos que um modelo alternativo de sociedade é urgente e essa tem sido a principal questão discutida no FSM, e aí os movimentos sociais devem se aproximar dos governos para cobrar e propor políticas públicas, mas sem perder a autonomia.

No balanço, fundadores do FSM acreditam que o neoliberalismo foi vencido ao menos ideologicamente, e que o Fórum teve sua participação nesse processo, nos convencendo que um novo modelo econômico é possível, bem como uma organização de estado e poder político capaz de democratizar os recursos e acabar com as desigualdades sociais.


* Historiadora. Mestranda em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior (UFC). Assistente em Administração (UFC-CARIRI).

O e-Learning no campus avançado da Universidade Federal do Ceará no Cariri

          O e-Learning no campus avançado da Universidade Federal do Ceará no Cariri

                                                                              Erlon Cristiano Lavor Oliveira*
                                                                              Carlos Antônio de Souza Viera*


O e-Learning é uma forma especializada de ensino que se utiliza dos conceitos, princípios e ferramentas de educação a distância associadas às modernas tecnologias através de um ambiente Web. Para se implantar essa modalidade de ensino à distância, via e-learning, ou seja, on-line, é necessário uma postura comprometida com o processo de desenvolvimento da construção do conhecimento. Para que isso ocorra de maneira satisfatória é necessário que haja um planejamento em caráter dinâmico, a partir de um enfoque de aprendizagem ativa e, portanto autônoma, onde a seleção da informação, a comunicação entre os participantes, a cooperação/colaboração e a auto-gestão são fundamentais para a obtenção do sucesso.

Esse tipo de modalidade de ensino foi implantado recentemente pela Universidade Federal do Ceará (UFC) no seu campus avançado no Cariri, onde se desenvolveu o controle de todo o funcionamento de um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) através do Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment), onde as atividades planejadas são voltadas a capacitação dos servidores técnico-administratívos da instituição. Ele permite por sua vez a rápida atualização dos materiais e conteúdos, a disponibilidade e a personalização dos conteúdos transmitidos, a flexibilização de horários, um ritmo de treinamento definido pelo usuário, custos menores do que no treinamento tradicional, diversidade de produtos, serviços e cursos.

O modelo de e-learning utilizado pela UFC no campus do Cariri segue uma linha de abordagem instrucional com cursos baseados em ambiente Web, onde o aluno se inscreve, navega pelo curso tomando conhecimento de seu conteúdo, reflete sobre os exercícios propostos, recebe feedbacks e realiza avaliações. Os servidores da instituição envolvidos no desenvolvimento da educação corporativa lidam constantemente com o desafio de ensinar e ao mesmo tempo despertar o desejo de aprender nos seus colaboradores.

Esta abordagem centrada nos alunos, os coloca numa posição de maior iniciativa, tendo à sua disposição uma completa seleção dos recursos educativos, ajustada às necessidades individuais de cada aluno. Por outro lado, os professores e tutores desempenham a função de facilitadores, utilizando formas de interação presenciais e/ou virtuais com os seus alunos, numa perspectiva mista. Desta forma, o e-Learning não contrapõe aos papéis clássicos do aluno e do professor, modificando apenas a abordagem. A Universidade com isso deixa de ser apenas um agente educativo e passa a desempenhar um novo papel: o de parceiro educacional.

Com suas ferramentas, o e-learning em uma organização oferece oportunidades de diálogo em redes formadas por seus participantes e colaboradores. Cria espaços dinâmicos para o aprendizado informal e possibilita uma busca maior de informação e conteúdos sobre aquilo que estão aprendendo. Tudo isso é e-learning.


Referências Bibliográficas

1. Zerbini T, Carvalho RS, Abbad G da. Treinamento a distância via internet:
construção e validação de escala de estratégias de aprendizagem. In: Anais do 29o Encontro da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Administração; 2005. setembro 17-21; Brasília [CD-ROM]. Brasília: ENAMPAD; 2005.

2. Romiszowski A. O futuro de e-learning como inovação educacional: fatores
influenciando o sucesso ou fracasso de projetos. Rev Bras Aprendizagem Aberta
Distância [ periódico on line ]. 2003.

3. Seixas CA, Mendes IAC. E-learning e Educação a Distância: guia prático para
implantação e uso de sistemas abertos. São Paulo: Atlas, 2006.


* Erlon Lavor, biólogo formado pela Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG) e Mestrando em Ecologia e Recuros Naturais pela UFC.

* Carlos Souza é formado em Filosofia pela UFPB e é aluno de Química pela UFC.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

AS MAIORES MALDADES CONTRA OS PROFESSORES - SÃO OS MAIORES CRIMES CONTRA EDUCAÇÃO

Não precisa muito texto, as maldades serão demonstradas em forma de tópicos. Enquanto algumas maldades existirem, esqueçam a qualidade da educação. Até porque gente bem educada aprenderá a votar com qualidade, a compreender a mídia verdadeira, a mídia falsa, a mídia vendida. Por fim aprenderá a ser mais sujeito da história que objeto. Essa é a intenção da Constituição Federal, que se choca com a intenção dos que detêm o poder político.

O ser humano bem educado entenderá bem o que significa a liberdade e como ser livre. Esse fato assusta os detentores do poder, sempre inimigos do conhecimento e da liberdade. Pois só há liberdade quando primeiro há conhecimento, gerador da consciência. E onde há consciência é difícil prosperar a mentira, a demagogia ou os parasitas da democracia, a exemplo da maioria dos prefeitos e prefeitas, dos vereadores e vereadoras, que se agarram aos cargos públicos ou à estrutura do Estado, como as pulgas aos cães e os carrapatos aos bois. Eis algumas das principais maldades contra os profissionais da educação, que corrompem todo o sistema educacional brasileiro:

I - Passar em concurso e não ser convocado para assumir o cargo;
II- Ser contratado irregularmente para o próprio cargo que conquistou por concurso;
III- Trabalhar longe da residência sem receber auxílio alimentação ou auxílio transporte;
IV- Não receber bolsa para formação contínua, pagar para estudar, concluir curso e ter negada promoção funcional;
V- Ver os repasses do FUNDEB triplicarem e seu salário minguar!
VI- Ter que ser formado pra ser professor e ter um secretário de educação analfabeto!
VII- Cursar mestrado para ganhar um pouco mais e um prefeito bem remunerado, que nunca leu um livro na vida!
VIII- Obedecer a leis aprovadas sem sequer serem lidas por vereadores, que se lessem nada entenderiam;
IX- Ter como diretores PHD`s em politicagem não em educação, em sua maioria da confiança do prefeito ou prefeita. Núcleo gestor não eleito pela comunidade escolar;
X- Corrigir provas, estudar e planejar aula fora do horário da jornada de trabalho e sem remuneração;
XI- Não haver gestão democrática na escola. MAS DITADURAS!
XII- Escolas com paredes caindo, carteiras quebradas, sem ferramentas, sem ventilação...
XIII- Exclusão digital de alunos e professores;
XIV- Piso salarial humilhante! LEI DO PISO E LEI DO FUNDEB VIOLADAS ACINTOSAMENTE!
XV- Ver atacado o seu direito à greve e à livre manifestação do pensamento;
XVI- Ser difamado, caluniado e injuriado pela mídia em época de campanha salarial;
XVII- Ter seu plano de carreira que já é ruim piorado e violação aos direitos adquiridos;
XVIII- Constatar a omissão da Justiça, mesmo acionada, em proteger a política educacional do país;
XIX- Constatar a omissão do Ministério Público na fiscalização das verbas do FUNDEB;
XX- Verificar que os conselhos municipais do FUNDEB não passam de mentira!
XXI- Perceber que a maioria do Poder Legislativo não tem qualquer compromisso com educação;
XXII- A educação desvinculada da realidade social;
XXIII- Ter perseguidos os sindicatos e as lideranças sindicais, que defendem os profissionais da educação;
XXIV- Perceber que a interpretação contrária à lei prevalece sobre o próprio texto claro da lei;
XXV- Inexistência de políticas que aproximem a comunidade escolar do professor e da escola;

Para concluir, a Constituição Federal pode servir-nos de guia, bastando analisar uma frase do teor do seu artigo 205:

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Logo, antes de ensinar seus alunos como exercer a cidadania, deve o professor dar o exemplo lutando pelo respeito à sua cidadania e contra a negação ao acesso à educação com qualidade. Pois será muito difícil ensinar uma matéria, na qual o professor pode ser reprovado e será derrotado, caso não lute pelo respeito à sua dignidade, pela materialização do piso salarial, pela efetivação dos princípios constitucionais contidos no artigo 206, da Carta Magna e pela observação das diretrizes contidas na Lei de Diretrizes e Bases, LDB, da educação brasileira.

O que só é possível através do seu sindicato, do seu voto, de sua mobilização para lutar para que cheguem ao poder os que têm compromisso com a qualidade da educação, com a dignidade humana e com a efetivação dos direitos fundamentais. Hoje há necessidade de uma verdadeira cruzada contra todos os demandos apontados.

HORA DE LUTA! DE MUITA LUTA! DE PARTICIPAÇÃO! ACOMODAÇÃO E MEDO PRECISAM SER BANIDAS, POR ENQUANTO, DO DICIONÁRIO!

Fonte: FETAMCE - Federação dos Trabalhadores no Serviços Público Municipal do Estado do Ceará. http://www.fetamce.org.br

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A Sociedade Mundial da Cegueira

Por Leonardo Boff *

O poeta Affonso Romano de Sant'Ana e o prêmio Nobel de literatura, o português José Saramago, fizeram da cegueira tema para críticas severas à sociedade atual, assentada sobre uma visão reducionista da realidade. Mostraram que há muitos presumidos videntes que são cegos e poucos cegos que são videntes.

Hoje propala-se pomposamente que vivemos sob a sociedade do conhecimento, uma espécie de nova era das luzes. Efetivamente assim é. Conhecemos cada vez mais sobre cada vez menos. O conhecimento especializado colonizou todas as áreas do saber. O saber de um ano é maior que todo saber acumulado dos últimos 40 mil anos. Se por um lado isso traz inegáveis benefícios, por outro, nos faz ignorantes sobre tantas dimensões, colocando-nos escamas sobre os olhos e assim impedindo-nos de ver a totalidade.

O que está em jogo hoje é a totalidade do destino humano e o futuro da biosfera. Objetivamente estamos pavimentando uma estrada que nos poderá conduzir ao abismo. Por que este fato brutal não está sendo visto pela maioria dos especialistas nem dos chefes de Estado nem da grande mídia que pretende projetar os cenários possíveis do futuro? Simplesmente porque, majoritariamente, se encontram enclausurados em seus saberes específicos nos quais são muito competentes mas que, por isso mesmo, se fazem cegos para os gritantes problemas globais.

Quais dos grandes centros de análise mundial dos anos 60 previram a mudança climática dos anos 90? Que analistas econômicos com prêmio Nobel, anteviram a crise econômico-financeira que devastou os países centrais em 2008? Todos eram eminentes especialistas no seu campo limitado, mas idiotizados nas questões fundamentais. Geralmente é assim: só vemos o que entendemos. Como os especialistas entendem apenas a mínima parte que estudam, acabam vendo apenas esta mínima parte, ficando cegos para o todo. Mudar este tipo de saber cartesiano desmontaria hábitos científicos consagrados e toda uma visão de mundo.

É ilusória a independência dos territórios da física, da química, da biologia, da mecânica quântica e de outros. Todos os territórios e seus saberes são interdependentes, uma função do todo. Desta percepção nasceu a ciência do sistema Terra. Dela se derivou a teoria Gaia que não é tema da New Age; mas, resultado de minuciosa observação científica. Ela oferece a base para políticas globais de controle do aquecimento da Terra que, para sobreviver, tende a reduzir a biosfera e até o número dos organismos vivos, não excluídos os seres humanos.

Emblemática foi a COP-15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague. Como a maioria na nossa cultura é refém do vezo da atomização dos saberes, o que predominou nos discursos dos chefes de Estado eram interesses parciais: taxas de carbono, níveis de aquecimento, cotas de investimento e outros dados parciais. A questão central era outra: que destino queremos para a totalidade que é a nossa Casa Comum? Que podemos fazer coletivamente para garantir as condições necessárias para Gaia continuar habitável por nós e por outros seres vivos?

Esses são problemas globais que transcendem nosso paradigma de conhecimento especializado. A vida não cabe numa fórmula, nem o cuidado numa equação de cálculo. Para captar esse todo precisa-se de uma leitura sistêmica junto com a razão cordial e compassiva, pois é esta razão que nos move à ação.

Temos que desenvolver urgentemente a capacidade de somar, de interagir, de religar, de repensar, de refazer o que foi desfeito e de inovar. Esse desafio se dirige a todos os especialistas para que se convençam de que a parte sem o todo não é parte. Da articulação de todos estes cacos de saber, redesenharemos o painel global da realidade a ser compreendida, amada e cuidada. Essa totalidade é o conteúdo principal da consciência planetária, esta sim, a era da luz maior que nos liberta da cegueira que nos aflige.


* Teólogo, filósofo e escritor
Autor de A nova era: a consciência planetária, Record (2007)

Fonte: Adital
http://www.adital.com.br

Abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, com o tema "Economia e Vida"

 

Foi aberta nesta Quarta-feira de Cinzas, 17, em Brasília, a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 (CFE), com o tema “Economia e Vida” e lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro (Mt 6, 24)”. O evento contou com a participação dos representantes das cinco Igrejas membros do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), responsável pela Campanha deste ano por ser ecumênica.

Durante a abertura, cada representante falou à imprensa presente sobre os objetivos centrais da Campanha. O secretário geral do Conic, reverendo Luiz Alberto Barbosa, destacou a importância da CFE para a sociedade, de modo especial com a temática tratada este ano. “Com esta Campanha queremos colaborar com uma economia a serviço da vida fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e das pessoas de boa vontade, tendo em vista uma sociedade sem exclusão".

O representante da CNBB, no ato, o arcebispo de Montes Claros (MG), dom José Alberto Moura, leu a mensagem do sumo pontífice, o papa Bento XVI, para a CFE, na qual ele destaca a temática da campanha para a libertação das pessoas da escravidão do dinheiro. Em sua fala, dom Alberto, que é presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso da CNBB, ressaltou a importância da Campanha Ecumênica para reforçar os laços que unem as Igrejas membros do Conic. “O ecumenismo nos faz testemunhar a fé em um único Deus, além de reforçar esses laços e indicar que todos somos os seus filhos; e nessa união, queremos nos colocar a serviço Dele”.

Questionado se a Campanha apresentará, durante o seu desenvolvimento, ao longo de 2010, um novo modelo de economia “mais solidário” do que o atual, o arcebispo de Montes Claros respondeu. “A economia não é algo odiado, porém é preciso atentar para o seu modo de usá-la e desenvolvê-la. Não fazemos uma crítica a uma pessoa ou governo, mas a uma mentalidade de concentração de renda e de colocar a economia como finalidade de vida em que poderíamos olhar mais a pessoa humana, principalmente as pessoas excluídas que devem ser mais consideradas”, frisou. Dom Alberto Moura falou ainda que a estrutura da Campanha não parte do econômico e ideológico, mas do Evangelho. “É justamente com o espírito da Quaresma que queremos colocar em discussão a economia que nos serve. Não vamos apresentar um novo modelo e derrubar o que está aí, mas queremos com esse tema dar mais razão à pessoa do que ao econômico”, completou.

“A temática da CFE-2010 nos coloca na posição de nos perguntarmos a quem, a rigor, queremos servir, se é a Deus ou ao dinheiro”, disse o presidente do Conic, o pastor sinodal, Carlos Augusto Möller, citando o lema da CFE. De acordo com ele, a frase bíblica representa uma inquietude de Jesus Cristo, sobre a escolha que devemos fazer também nos dias de hoje. “Sobre a discussão que vamos travar não só nas igrejas, mas também na sociedade, de modo geral, essa mesma inquietude de Jesus deve também ser discutida nos dias atuais, em que o lucro a todo o custo se sobrepõe à vida”, sublinhou.

O presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e moderador do Conselho Mundial de Igrejas, pastor Dr. Walter Altmann, disse que a campanha é favorável para que as pessoas participem de suas comunidades, com o objetivo de transformar o mundo, hoje, “marcado por tanta violência e tamanhas injustiças”.

Fonte: CNBB
http://www.cnbb.org.br

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Vídeo da apresentação das Donzelas do Jatobá no Parque de Eventos de Barbalha

Donzelas do Jatobá no Parque de Eventos de Barbalha


OBS: Para ouvir o áudio do vídeo, desligar o som da rádio Chapada do Araripe na barra lateral.

Fonte: TV Verdes Mares
http://tvverdesmares.com.br/cetv1aedicao/conheca-o-bloco-das-donzelas/

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Desfile do Bloco Donzelas do Jatobá em Barbalha no Carnaval 2010

Em 1982 jovens estudantes de Barbalha se reuniram e fundaram um bloco carnavalesco em homenagem a um grande jatobazeiro (pé de jatobá) situado na cidade de Barbalha, onde eram realizados encontros noturnos. Hoje uma das principais atrações do carnaval em Barbalha o Bloco das Donzelas do Jatobá, atrai muitas pessoas do nosso município e de cidades circunvizinhas, que se divertem muito com as dezenas de homens vestidos de mulheres. No final do desfile no Parque de Eventos de Barbalha, acontece a escolha das donzelas que mais se destacaram, com o desfile das mesmas em uma passarela onde se apresentam para o público e as donzelas mais bonitas e mais feias são premiadas.


Fundadores - Sávio Aires Furtado, Antônio Silmo, José de Naninha, Pipica (in memóriam), Jucier Duarte, Antônio João entre outros. A letra da música é de autoria do poeta e compositor - José Virlânio Gonçalves (Friaça).


MÚSICA


Que bom ver o meu bloco na rua
Com todas as donzelas a desfilar
Elas que relembram a história
De um velho pé de jatobá


Diziam que um velho carro preto
Todas as noites lá ia parar
Sabia o que ele ia fazer lá

Refrão

Jatobá, jatobazeiro
Se tu soubesses falar
Prá dizer quem são as moças
Que foram te visitar


Mas que pena
Pena que o velho jatobazeiro
Teve um dia de se acabar
Tirando o abrigo das donzelas
Lá elas não podem mais transar

Mas a fama que ele ganhou
Resolveram lhe homenagear
E hoje temos um bloco na rua
Que são as donzelas do jatobá




  
  

  

  

  


 

  

 

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Ano letivo 2010 da UFC começa com 19 novos cursos


Com 19 novos cursos de graduação, de um total de 100, a Universidade Federal do Ceará inicia na próxima quinta-feira (18) o primeiro semestre letivo de 2010. Os coordenadores dos cursos nos campi de Fortaleza, Cariri, Sobral e Quixadá preparam aula inaugural para receber os alunos.

Dentre os novos cursos estão Gastronomia, Artes Cênicas e Design de Produtos. O de Gastronomia foi o quarto mais concorrido no último vestibular da Universidade, perdendo apenas para Medicina (Cariri), Psicologia e Fisioterapia. O curso vem preencher uma lacuna no mercado cearense.

O profissional de Gastronomia (gastrônomo ou gastrólogo) atua na seleção dos alimentos e bebidas, preparação e montagem dos pratos e organização dos cardápios e cartas de vinhos. É responsável ainda pelo gerenciamento e organização de cozinhas e restaurantes.

A coordenação do novo curso prepara a Semana Degustação, de 18 a 26 de fevereiro, no Centro de Ciências (Bloco Didático), com programação que inclui oficinas, seminários e discussão do projeto pedagógico, tendo como convidados proprietários de restaurantes.

Com aulas de Interpretação, direção, corpo, voz, história do teatro, na perspectiva de possibilitar uma plural e significativa formação cênica, o curso de Artes Cênicas (Licenciatura em Teatro) terá como meta aliar a formação docente e artística, com ênfase na linguagem teatral. Os egressos atuarão em escolas, centros culturais e universidades.

A Coordenação do novo curso agendou um espetáculo, às 19h do dia 18, para receber os alunos. "No ato", texto de Nelson Rodrigues e Ricardo Guilherme, é o título da peça que será encenada no Teatro Universitário Pachoal Carlos Magno (Av. da Universidade, 2210) por Ricardo Guilherme.

No dia 19, às 19h, no mesmo local, a agenda prevê a conferência "Mito e Rito no Teatro", com Orlando Luiz de Araújo, professor de Língua e Cultura Clássica da UFC. Haverá sarau festivo com performances poéticas e musicais.

O Curso de Design de Produtos (Tecnólogo) funcionará em Juazeiro do Norte e foi concebido para formar profissionais voltados para dois segmentos que se destacam no Cariri: joias e calçados. O tecnólogo em Design de Produto terá conhecimentos dos processos industriais relativos aos produtos, com domínio das linguagens visuais e culturais locais e regionais. Em sua primeira semana de atividades, o novo curso receberá o designer cearense Cláudio Quinderé.

Ele apresentará sua marca, seus produtos e falará da importância do processo criativo na produção de jóias, nos dias 25 e 26 de fevereiro. Além de palestras, haverá apresentação e discussão sobre o conteúdo de um vídeo e oficina de criatividade.

Os outros novos cursos do Campus de Fortaleza são: Cinema e Audiovisual, Biotecnologia, Ciências Ambientais, Engenharia Ambiental, Engenharia de Energias Renováveis, Engenharia de Petróleo, Fisioterapia, Letras/Espanhol, Letras/Inglês e Sistemas e Mídias Digitais.

No Cariri serão quatro novos cursos: Comunicação Social/Jornalismo, Educação Musical e Engenharia de Materiais, além de Design de Produto. Em Quixadá funcionarão Engenharia de Software e Redes de Computadores, e em Sobral, Finanças.

Fonte: UFC
www.ufc.br

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